quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sonhos

Quantas vezes escutamos
“Não te iludes com os sonhos”
Quantas vezes
“Que o coração não decide”
Ninguém conhece verdades absolutas
Ninguém conhece a verdadeira verdade
Desfruta do mundo, dos instantes
Que te fazem ou fizeram sorrir
Desfruta do céu azul, do canto dos pássaros
Vive o hoje, apenas vive
Não interessa eu ou eles
Interessa o tu
Não interessa as palavras cruéis
Interessa o que tu és…


Catarina Dinis


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Hora da Poesia


O programa de dia 23, onde a minha poesia também esteve presente.

Programa semanal (quarta-feira das 21:00 ás 22:00) na rádio Vizela (97.20fm).









quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A minha poesia na rádio :)


Para ouvirem com atenção:

video


A Hora da Poesia, com Conceição Lima
Programa semanal (quarta-feira das 21:00 ás 22:00) na rádio Vizela (97.20fm).

Foi com grande alegria que ouvi o meu poema na rádio.
Quero agradecer a todos por esta oportunidade.

Parabéns pelo programa.







quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Se por acaso algum dia te escrevesse

Se por acaso
algum dia te escrevesse

Em cima da mesa
Continua uma folha
Preenchida apenas com o teu cheiro
De quando habitavas a nossa casa
Essa folha permaneceu lá
Se por acaso algum dia te escrevesse.
A porta abre e fecha-se
Pessoas entram e saem
Os meses passaram
Os anos desenrolaram-se
Flores nasceram e murcharam
Eu parti… até o tempo partiu
A saudade chegou...
O Inverno permaneceu para sempre
A folha amareleceu com o tempo
Mas continua intocável em cima da mesa
Se por acaso algum dia te escrever…

in Fragmentos de mim

Catarina Dinis




O teu amor é açucar

O teu amor é açúcar


Palavra troçada com mel
Teu nome traz-me o doce sabor
Teu amor é açúcar
Fecho os olhos
E tu permaneces em todos os lugares
Mesmo que vivas na infinita saudade
Universo paralelo Ao meu
Teu amor é açúcar
Que permanece na borda de meu copo
Centro da minha alma

in Fragmentos de mim
Catarina Dinis


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Esperança

Seu nome foi escolhido entre retalhos
Do coração e da alma agridoce...
Cada um a conhece a sua maneira.
Um dia amou, no outro
Deixou pedaços de vidros
Quebrados em teu caminho
Sabes que te ama
Sabes que não esperará para sempre...
Seus beijos são carícias
Que queimam como fogo
Ou ferem como gelo
Ela é a Esperança
Feita de utopias
Mas nunca de mentiras.

                                 in As histórias que os livros não contam
                                                                 Catarina Dinis

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quantos lados têm o coração


Frio

Através da porta do coração
O frio gela a alma
Olho pela janela aberta
O céu cinzento-escuro
Parece prevalecer sobre o sol
O Outono chegou definitivamente
As folhas irão cair mais uma vez
Dos meus olhos uma lágrima irá fugir
Ano após ano, esse Outono repete-se
Mas não é infinito…
No horizonte o nevoeiro espesso
Não deixa alcançar a ver as montanhas
Castelos de saudade…

in Fragmentos de mim

Catarina Dinis


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dasabafos da alma...


Questões do poeta

Questões do Poeta…

A vida do poeta é repleta de cores, de arco-íris, de nuvens brancas de algodão, de sentimentos, de ilusão e sonhos…
Ele é dono da sua vida e pinta-a da cor que ele quer. O poeta é quem domina e predomina no seu mundo, nas suas palavras mas esse mundo (embora mais pareça… não é um mundo fácil) está rodeado de ratoeiras, de lobos maus, de Pinóquio… as vezes parece um verdadeiro conto encantado que escutamos durante a nossa infância…
E eu questiono-me porque têm que ser assim…?
Se cada um do poeta é único e ninguém o pode imitar…
Se o mundo é tão grande e infinito porque é que há tanta maldade?
Tristemente descobri que para muitos mágicos das palavras parece não haver espaço para todos…
Os poetas deviam-se UNIR porque eles são a essência criadora do Mundo…

Catarina Dinis

2013-10-13


Com todas as palavras

Nas margens dos sentimentos
Nasceu a saudade do impossível…
Espero, espero, espero…
Pelos dias que desapareceram
Ou que não existiram…
Será que estou certa?
Ou sou eu que não existo?
Questiono-me com todas as palavras
E não compreendo
Se é a mim ou a ti
Que não entendo?
Baralhei tudo?
Ou misturei existências sem fundamento
Terei criado ilusões no que era mais do que vazio?
Questiono-me e questiono-me
E quanto mais o faço
Mais me perco com todas as palavras.

in Fragmentos de mim
Catarina Dinis


Renascer

Era uma vez dois corações
Duas almas unidas pelo destino
Um rio de água fria
Que desagua num oceano de imensidão
Passeávamos tão junto a eles…
Não sabíamos que um dia tudo terminaria…
Que a água do rio secaria
Tal como o oceano transformara-se
Num interminável deserto…
Deserto de vida
Deserto de palavras
Deserto de sonhos
Caminharia só com a minha sombra
Para poder renascer entre a areia quente

in Fragmentos de mim
Catarina Dinis




Palavras Soltas


O nosso amor não tem palavras
Tem pedras…
O nosso amor não sabe o que é a luz
É apenas escuridão
O nosso amor não sabe o que é o calor dos beijos
Tem solidão
O nosso amor
Não sabe viver
É apenas um vazio da alma

                                                                      in Fragmentos de mim
                                                                                Catarina Dinis

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Meu medo

O céu está escuro
Negro para além da alma
Sinto medo sem ver
Sinto frio no corpo
Os relógios estão adiantados
As pessoas erguem-se na luz
Mas eu não consigo encontrar-te
Não vejo esse círculo dourado
Que sobrevive no olhar do ser humano
Fogueira que se extingue
Aqui apenas escuridão
E medo de nada alcançar
Catarina Dinis



Horas Vagas

As horas vagas foram criadas
Para matar os sentimentos
Aniquilar os sonhos e os desejos

As horas vagas surgiram
Para destruir os pensamentos
Derrubar os horizontes e liberdades

As horas vagas foram apagadas
Para recriar novos seres
Desvendar mundos.


Catarina Dinis



A Poesia

A poesia é de todos…
Palavras universais
De um sentimento real
Nosso coração
É coroado
De amor, de amizade
De medo, de ansiedade
De tristeza, de lágrimas
E cada um pinta
A tela com a certeza
Do mundo pertencer ao infinito…

Catarina Dinis

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Amar ou esquecer

Nunca encontrei mais o te olhar ao fim da tarde
Caminho pelas ruas mas elas não são as mesmas
Pergunto-me quem de nós os dois partiu primeiro…
Já soube a resposta…
Hoje é confusa…
Não sei…
Não podemos partir ou chegar
Amar ou esquecer

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A esperança



Partir


Mas quem é que parte...
Tu ou o vento?
Nuvem cinzenta
Espelho partido pelo tempo
espera sem saber
que os lábios não são teus...
São dos dias vagos
das noites escuras sem palavras


Catarina Dinis
25-09-2013


Tempo errado


Cheguei a tua vida
Na hora errada, no instante que não nos pertencia
Roubei-te ao tempo e tu a mim o coração
Poderás estar ai na distância
Deitado sobre a tua cama
E pensarás na minha ausência
No amor do passado.
No amor que te arrancou da ilusão
Que te deu cor a vida
Pelo qual juraste tantas palavras
Tentaste é verdade
Mas não conseguiste seguir nenhum dos caminhos
Atrás de ti apenas dor
Depois de ti o vazio.
               Catarina Dinis

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Para em ti permanecer


Pintar o Amor...

O amor tão vil e por vezes tão doce…
Se eu o desenhasse,
Hoje seria um quadro com sol,
Com areia amarela e dourada,
De água fresca e límpida e com flores
Rosas vermelhas que se vão espalhando
Pelo caminho.
Se eu hoje desenhasse o amor,
Pintava estrelas no céu e no mar,
Luzes de paixão, de segredos
E da mais doce melodia de amor.
Construía pontes no rio
Para que a cada minuto
Me aproximasse ainda mais de ti.
Se eu hoje desenhasse o amor
Pintava o mundo em forma de arco-íris
Com sabor a chocolate.
E… pintava-te a ti
Porque só tu
Preencherias profundamente toda a tela.
                                                              Catarina Dinis


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Imagina


Alma vazia

Percorro a calçada

E sei que não estou só

A chuva desliza lentamente entre as pedras

Pensamentos que se misturam com emoções cegas

O relógio que teima em não parar

O tempo que se esgota

Quando um raio de sol

Ilumina toda a rua diante de mim

E eu não estou tão só

Acompanhado de sombras

Espectros de uma alma vazia

                                                                  Catarina Dinis